CPLP - COMUNIDADE DOS PAISES DE LINGUA PORTUGAISE

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Mrs Maria do Carmo Trovoada Pires de Carvalho Silveira, Executive Secretary -

Diretor Geral





Georgina Benrós de Mello (desde fevereiro 2014)

Georgina Benrós de Mello, natural de Cabo Verde, licenciou-se em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa. Mais tarde, fez estudos de pós graduação com o CENFA (Cabo Verde) & FUNDAP (Brasil), e com a Graduate School of Public and International Affairs da Universidade de Pittsburgh (EUA). É Mestre em Património, Turismo e Desenvolvimento, pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade de Cabo Verde, tendo defendido a tese “Museu Virtual de Paisagens de Cabo Verde – Por um modelo alternativo de turismo”.

Trabalhou como economista tanto em Cabo Verde como em Timor-Leste. Desempenhou várias funções, nos sectores público e privado, em Cabo Verde. Em Timor-Leste, conduziu o processo de instalação da agência de promoção do investimento e das exportações, tendo sido sua primeira Diretora Executiva.

Tem experiência nos setores público e privado, organizações internacionais e ainda em organizações da sociedade civil. Já trabalhou com projetos de diferentes fundos e agências das Nações Unidas. Também já trabalhou com projetos financiados pelo Banco Mundial, tanto em Cabo Verde como em Timor-Leste.

Publicou artigos em revistas especializadas e em jornais, tanto em Cabo Verde como em Portugal, para além de ter várias comunicações publicadas em livros editados na sequência de participação em conferências. É co-autora, com Ana Cristina Lopes Semedo, do “Guia do Exportador para o Mercado da União Europeia”, editado em Março de 2001 na Praia, pela agência cabo-verdiana de promoção do investimento.

Antes de ser escolhida para Diretora-Geral, exercia as funções de Coordenadora da Unidade Nacional de Implementação do programa Quadro Integrado Reforçado (da Organização Mundial do Comércio) em Cabo Verde. Tem-se debruçado, nos últimos anos, privilegiadamente, sobre o desenvolvimento do comércio, do investimento, do setor privado, e da conexão às cadeias de valor globais.



A CPLP tem procurado estruturar-se ao longo da sua existência. Reflectindo a vontade política dos Estados-membros, as aspirações e expectativas dos seus cidadãos, a Organização tem progredido no sentido de uma adaptação evolutiva das suas estruturas.

Apesar da exiguidade de recursos de que dispõe, a vitalidade da CPLP reflecte-se na defesa da Democracia e no elevado número de medidas conjuntas que os Estados-membros têm adoptado para harmonizar politicas, activar procedimentos comuns e cooperar em domínios tão importantes como a Justiça, a Educação, as Forças Armadas, Ambiente e Migrações, entre outros.

A adaptação da CPLP às novas exigências de crescimento, derivadas de um maior dinamismo da Organização nos cenários nacionais e internacional e nas políticas dos Estados-membros, tem sido acompanhada por sucessivas alterações dos Estatutos.

Este novo quadro legal permitiu, designadamente, o reforço da acção dos pontos focais, com a conversão das suas reuniões em órgão da CPLP, a criação dos Grupos da CPLP nas capitais e nas sedes dos organismos internacionais, a regulamentação da adesão dos Estados e organizações internacionais como observadores associados, das instituições da sociedade civil como observadores consultivos, e a institucionalização pelo XII Conselho de Ministros, de Novembro de 2007, de uma nova dimensão institucional à Organização com a criação da Assembleia Parlamentar.

O reforço e o aprofundamento de relações com as organizações da Sociedade Civil dos países membros são outros dos componentes da acção, que se revestem da maior importância. A crescente solicitação de pedidos do estatuto de Observador Consultivo, permite à CPLP esperar que se criem novos espaços de cooperação e caminhos para a uma acção colectiva, multilateral, nos mais variados sectores de actividade.

No âmbito da realização dos objectivos da CPLP foram igualmente desenvolvidas acções importantes com vista a aproximar os países e seus cidadãos. No espaço da CPLP, intensificou-se a cooperação multilateral e a cooperação bilateral, exponencialmente: é cada vez mais natural a colaboração entre entidades homólogas dos Estados, seja no plano estatal, seja no âmbito da Sociedade Civil, existindo atualmente mais de uma centena de redes constituídas.

Porém, o processo multilateral tem reflectido, sem dúvida, uma contribuição decisiva para a maturação da CPLP. Tal processo, que implica paciência, flexibilidade, espírito de compromisso é também o garante de um maior equilíbrio, de reforço da compreensão mútua e de uma aposta determinada na acção colectiva que é afinal o fundamento da Comunidade.












       

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